Anvisa defende que bebida isotônica seja só para atleta

São Paulo - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) defende que as bebidas isotônicas sejam consumidas só por atletas profissionais e não por pessoas que fazem atividades físicas em prol da saúde ou estética. Na sexta-feira, foi aberto processo de consulta pública sobre a proposta. Durante 60 dias, serão aceitas sugestões de especialistas, população e fabricantes para que uma nova resolução seja publicada e passe a valer como regra nacional.
O argumento da Anvisa é que hoje há consumo inadequado da bebida esportiva. Em alguns casos, a necessidade de reposição de nutrientes proporcionada pelo produto não é recomendada para a atividade física que a pessoa pratica. A sugestão é que o rótulo seja alterado do atual "alimentos para praticantes de atividade física" para "alimentos para atletas".
A Anvisa propõe ainda que a rotulagem contenha a mensagem: "o consumo deste produto nas provas de longa duração deve obedecer à orientação de nutricionista ou médico, pois o excesso pode ser prejudicial à saúde do atleta". "Nossa preocupação é com o consumidor. Apesar de não termos observado nenhum desvio desse tipo (problemas de saúde provocados pelo mau uso dos isotônicos), estamos nos precavendo para que não tenham problemas", afirma Maria Cecília Brito, diretora da Anvisa. As informações são do Jornal da Tarde.

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Quais medicamentos podem ser ingeridos pelas gestantes?

Remédios são desaconselhados sem indicação médica, incluindo fitoterápicos, homeopáticos, vitaminas e floraisO senso comum já prega há muito tempo que grávida não pode tomar remédio. "E não pode mesmo. O uso indiscriminado de remédios é totalmente condenado durante gravidez. Esta proibição também inclui formulações à base de plantas, como os chazinhos curativos", alerta o ginecologista e obstetra Aléssio Calil Mathias, diretor da Clínica Gênesis. Tanto cuidado se justifica porque a exposição a certos compostos químicos pode causar danos graves ao feto, como malformações, deficiências funcionais, retardo do crescimento e até mesmo a morte. "Nenhum medicamento deve ser tomado sem orientação do obstetra. Mesmo se for prescrito por outro especialista, o médico que acompanha a gestação deve ser informado. Este cuidado deve ser maior nos três primeiros meses, quando se formam todos os órgãos do bebê. Nessa fase, remédios são desaconselhados sem indicação médica, incluindo fitoterápicos, homeopáticos, vitaminas e florais", reforça o ginecologista.Algumas drogas podem ser muito nocivas durante a gravidez, como, por exemplo, os retinóides (congêneres da vitamina A), em especial a isotretinoína, indicada para quadros graves e persistentes de acne, que provoca anomalias no sistema nervoso como hidrocefalia e retardo mental, defeitos no aparelho cardiovascular e alterações no crânio, especialmente nas orelhas. A warfarina, utilizada para o controle da pressão arterial e para o tratamento da trombose, pode causar aborto, defeitos no sistema nervoso e hemorragia cerebral. Dois princípios ativos contra convulsões são acusados de alterar a formação da coluna vertebral do nenê: a carbamazepina e o ácido valpróico, esse último também receitado para prevenir crises de enxaqueca. Também entram na lista dos proibidos os fármacos para tratamento de câncer, que podem prejudicar o desenvolvimento do feto como um todo porque interferem na divisão celular.Nem os naturaisOs fitoterápicos, medicamentos à base de ervas, também oferecem riscos. A cáscara sagrada, que é um laxante natural, pode causar contrações antes do tempo, com possibilidade de aborto e parto prematuro. O guaco, com o qual se faz xarope contra tosse, oferece risco de hemorragias. A hortelã, consumida na forma de chá contra gripes e resfriados, pode causar malformações, se utilizada em altas doses. Como tempero, ela é liberada. "Até uma vitamina pode fazer estragos. O excesso de vitamina A é associado a malformações. Muitas gestantes necessitam de suplementação de ácido fólico, ferro e cálcio, dentre outros nutrientes. Mas nem todos os complexos vitamínicos são adequados nessa fase da vida", alerta o ginecologista Aléssio Calil Mathias. Quando é imprescindível?Em alguns casos, a medicação se torna imprescindível porque a gestante apresenta algum distúrbio que pode trazer complicações importantes para a gravidez ou mesmo que possa colocar sua vida em perigo. "Nestes casos, a falta de tratamento compromete mais a gestação do que o uso do remédio em si", explica o diretor da Clínica Gênesis. Conheça estas exceções:Hipertensão – se não for controlada, a elevação da pressão arterial da mãe ocasiona retardo no crescimento intra-uterino, parto prematuro e nascimento de bebês de baixo peso. Estudos comprovaram a segurança de algumas drogas anti-hipertensivas como certos betabloqueadores;Diabetes – taxas altas de açúcar no sangue da gestante podem levar a malformações e à morte fetal. O tratamento é feito com dieta hipocalórica (orientada por uma nutricionista especializada e exercícios físicos orientados por um personal especializado em gestantes) e, muitas vezes, com o emprego da insulina;Epilesia – embora as drogas para controle do distúrbio não sejam totalmente isentas de riscos, é preciso avaliar bem a relação custo/benefício. Crises convulsivas freqüentes podem comprometer a oxigenação do bebê, por isso os remédios são mantidos;Depressão – se a gestante tiver depressão leve, uma psicoterapia é suficiente para ajudá-la a recuperar o equilíbrio emocional. Mas em casos moderados e graves, talvez não seja o bastante. Quando o risco de suicídio é grande, o antidepressivo precisa ser administrado. Mulheres com depressão crônica são mais vulneráveis à depressão pós-parto, por isso, a medicação não é interrompida;Doenças infecciosas – a mais comum é a infecção urinária, que se não for bem tratada com antibióticos, pode acarretar em parto prematuro. Existem antibióticos seguros para uso na gravidez, prescritos quando o distúrbio é diagnosticado por exames;Corrimentos vaginais – a queda na imunidade que ocorre nos nove meses torna as gestantes mais predispostas a inflamações genitais. A falta de tratamento pode levar ao parto prematuro. Alguns cremes são permitidos para uso na gravidez;Distúrbios da tireóide – o hipotireoidismo é um quadro bastante comum e requer tratamento porque a falta do hormônio da tireóide na gestação está relacionada a uma certa diminuição do QI do bebê, trazendo como conseqüências dificuldades de aprendizado na idade escolar. O excesso de hormônio (hipertireoidismo) também traz prejuízos e precisa ser tratado, pois eleva o índice de abortos no primeiro trimestre.Como lidar com outras situações?Enjôos – fracione as refeições para não ficar muitas horas em jejum. Prefira alimentos gelados e evite comida gordurosa. Se não resolver, os ginecologistas, às vezes, prescrevem dimenidrinato isolado ou associado à vitamina B6 ou metoclopramida. Outra opção é a acupuntura, que dá bons resultados em casos de náuseas e vômitos e é permitida desde o começo da gestação;Resfriados – dores e febres são controladas com paracetamol, mediante prescrição médica. Os descongestionantes nasais estão proibidos, pois podem estreitar os vasos da placenta e comprometer o fluxo de sangue para o bebê. É melhor pingar nas narinas soro fisiológico ou fazer inalação só com o soro. Nada de drogas contra tosse, especialmente as que contêm codeína e formulações à base de guaco. Prefira mel com limão;Inchaço – reduza o sal na comida, descanse com as pernas elevadas e faça exercícios físicos para ativar a circulação;Enxaqueca – analgésicos mais fortes não são recomendados e os remédios para prevenir as crises também estão fora de questão. O médico pode recomendar paracetamol e, como segunda opção, dipirona. A acupuntura também traz alívio. É conveniente que se verifique resistência à insulina (causa freqüente de enxaquecas) e se confirmada, poderá ser tratada;Insônia – leite quente com mel antes de dormir pode trazer conforto. Massagens relaxantes e acupuntura também são boas dicas.SERVIÇO:Clínica GênesisTel.: (11) 36284805/36284804Website: www.clinicagenesis.com.brEmail: alessio@clinicagenesis.com.brVeja mais sobre o assunto em nossa coluna de Saúde Feminina com Prof. Dr. Mauricio Simões Abrão

Médico é condenado a pagar R$ 87 mil a paciente por cirurgia plástica mal-sucedida

O cirurgião plástico Altamiro da Rocha Oliveira foi condenado pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro a pagar R$ 87 mil a sua ex-paciente Marília de Sá Marques Poliano, que teve a mama deformada após cirurgia plástica mal-sucedida, de cunho estético, para esvaziamento da mama e colocação de prótese.
A quantia corresponde a R$ 50 mil de indenização por danos morais, R$ 5 mil por outra operação a que a paciente teve que se submeter, R$ 2 mil pelo uso de motorista, uma vez que a vítima ficou impossibilitada de dirigir, e R$ 30 mil pelos lucros que ela deixou de ganhar, pois não pôde trabalhar durante 15 meses.O médico alegou que os problemas ocorreram porque havia nódulos malignos na mama da paciente. A desembargadora Letícia Sardas estranhou o argumento, já que a cirurgia foi realizada sem a presença de um oncologista: "Só o cirurgião plástico realizou a cirurgia sem o auxílio de um oncologista. Se a paciente fosse portadora de câncer de mama, o cirurgião plástico não faria. Ela foi submetida a cinco cirurgias, um absurdo. Não vai recompor a mama nunca mais", afirmou. Letícia Sardas disse também que laudos comprovaram a inexistência de nódulos malignos na mama da paciente em exames realizados em 1993, 1994 e 1995. "Houve negligência sim", concluiu."Jamais foi ventilado que ela teria câncer, nódulo e, no entanto, houve uma tragédia, algo chocante", afirmou o desembargador Sergio Cavalieri. O desembargador destacou que se trata de uma relação de consumo na qual o médico é um prestador de serviços. "O foco é este: saber se houve ou não defeito na prestação do serviço", ressaltou o desembargador.
Na ação de indenização, Marília de Sá conta que foi submetida a uma cirurgia plástica em janeiro de 1995 e que, logo após a operação, o médico garantiu que estava tudo bem e que não havia perigo de displasia (desenvolvimento anormal dos tecidos da mama) ou câncer. Tempos depois, a paciente começou a sentir fortes dores e foi atendida na clínica de Oliveira, onde sofreu infecção hospitalar após punções e injeção de antibióticos.As dores não cessaram e Marília foi submetida a outra cirurgia, em março do mesmo ano, para colocação de nova prótese, pois a anterior havia se rompido. Ela passou ainda por duas operações, sendo a última de emergência. Como os problemas não acabaram, ela buscou os serviços de outra cirurgiã plástica, que afirmou que a prótese estava exposta.
Créditos: http://noticias.uol.com.br


Estudo liga pouco sono a câncer de mama

Mulheres que regularmente dormem seis horas ou menos por noite podem estar aumentando o risco de ter câncer de mama em mais de 60%, segundo um estudo de pesquisadores japoneses.O estudo, realizado por uma equipe da Tohoku University Graduate School of Medicine in Sendai, no Japão, foi publicado na revista acadêmica "British Journal of Cancer".Os cientistas analisaram os hábitos de quase 24 mil mulheres com idades entre 40 e 79 anos durante oito anos. Nesse período, 143 foram diagnosticadas com câncer de mama.Eles descobriram que aquelas que dormiam regularmente seis horas ou menos por noite tinham 62% mais chances de ter câncer de mama comparado com as que dormiam regularmente sete horas. Além disso, mulheres que dormiam, em média, nove horas por noite tinham 28% menos chances de ter o tumor.Os cientistas acreditam que a ligação pode estar no hormônio melatonina, produzido pelo cérebro durante o sono para regular o relógio interno do corpo. A melatonina teria um papel importante na prevenção do câncer de mama ao controlar a quantidade de hormônios sexuais que é liberada.Eles afirmam, no entanto, que não tiveram informações sobre a qualidade do sono das mulheres, o uso de remédios para dormir ou a presença de problemas na hora de dormir. A organização Cancer Research UK disse que um "número crescente de estudos" aponta para uma ligação entre falta de sono e câncer. "A evidência atual sugere que hábitos na hora de dormir podem ter um pequeno efeito no risco de câncer de mama", disse Henry Scowcroft, da Cancer Research UK ao jornal "Daily Mail"."Mas ainda é muito cedo para dizer se esse efeito é importante quando comparado com outros fatores de risco no estilo de vida, como peso, exercícios e consumo de álcool", concluiu. Créditos:Da BBC Brasil

Funcionário que fumar no Hospital das Clínicas, em SP, pode ser suspenso

Funcionários do HC (Hospital das Clínicas), em São Paulo, que forem surpreendidos fumando podem ser suspensos a partir desta segunda-feira (3). O Instituto Central do HC estendeu a proibição do fumo para áreas que funcionavam como 'fumódromos' do Pronto-Socorro, do Prédio dos Ambulatórios e das unidades de internação, como jardins, pátios abertos e corredores. Os que desejarem fumar - sejam funcionários, visitantes ou pacientes - só poderão fazê-lo na calçada.
De acordo com a assessoria do HC, o pessoal dos setores de segurança e higiene e limpeza foram treinados para fazer a abordagem dos que estiverem infringindo a norma. Bitucas também servirão como indicadores da conduta irregular.No caso dos funcionários, os infratores receberão primeiro uma advertência verbal. Na reincidência, uma advertência por escrito. Se houver persistência, o funcionário pode ser suspenso. Nem mesmo os pacientes dependentes do tabaco poderão continuar a acender cigarros nas dependências do hospital. Estes receberão, no momento da internação, um adesivo cinza na ficha, que indica à equipe médica que o paciente deverá ter seu grau de dependência avaliado. Se necessário, ele poderá ser submetido à terapia de substituição da nicotina, feita com a aplicação de adesivos sobre a pele.Quanto aos visitantes, serão advertidos verbalmente sobre a proibição. Em caso de insistência, poderão receber multa. De acordo com a assessoria de imprensa, o HC está se adequando à lei estadual 13.016, de 19 de maio de 2008, que proíbe o fumo em prédios públicos.

Simpósio discute direitos da criança e do adolescente na saúde_direitos das criancas

O Serviço Social do Hospital de Clínicas da Unicamp, em parceria com o Departamento de Pediatria da Faculdade de Ciências Médicas, realizou nesta quinta-feira, 9, o I Simpósio de Proteção Social da Criança e do Adolescente – Direitos da Criança e do Adolescente na Saúde. O objetivo do evento era discutir, entre profissionais que trabalham com pediatria, aspectos legais da criança na sociedade e o atendimento a este público no serviço de saúde.
A diretora do serviço social do HC, Maria Rita Fraga, ressaltou, em seu discurso de abertura do simpósio, a importância de discutir o estatuto da criança e do adolescente e suas relações com o atendimento deste público na área de saúde. “Atender à criança e ao adolescente é um compromisso com a vida, com o futuro”, afirmou Maria Rita. O superintendente do HC, Luis Carlos Zeferino, destacou o trabalho multidisciplinar de atendimento à vítimas de violência realizado no ambulatório de pediatria do hospital, além da importância de a comunidade do HC estar envolvida com a realidade dos pacientes que atendem. “Temos que trabalhar como sentinelas, atentos ao que acontece na sociedade. É preciso participar ativamente de programas direcionados à família, fundamentais para qualificar a criança enquanto cidadãos”, observou Zeferino.
O primeiro palestrante do dia, o professor titular da pediatria da Unicamp e ex-reitor da universidade, José Martins Filho, falou sobre as relações familiares e a criança no mundo contemporâneo. Em sua explanação, Martins observou que a saúde e o bem estar das crianças não dependem apenas do pediatra, mas também de todos os profissionais que dedicam atenção a este público, e principalmente do contexto social e familiar ao qual ela se insere. “Do ponto de vista da saúde, prevenção, tratamentos, temos grandes chances que nossas crianças sejam centenárias. A pediatria moderna não previne apenas doenças infantis, ela faz prevenção para o futuro”, concluiu Martins.
A palestra seguinte foi proferida pela professora do Departamento de Pediatria da Unicamp, Denise Barbieri Marmo, e tratou dos aspectos médico-legais no atendimento às vítimas de violência doméstica na infância e adolescência. Denise destacou o trabalho multidisciplinar no atendimento às crianças que sofrem violência. “Nosso trabalho se sustenta em um tripé: o atendimento médico, psicológico e do serviço social. O grande desafio é manter a saúde mental e o bem estar social das crianças vítimas de violência doméstica”, afirmou.
O Simpósio teve ainda uma mesa redonda que discutiu as ações de proteção social da criança e do adolescente. Participaram da discussão a assistente social e ouvidora do HC, Mirian Martins; Dalva Rossi, do centro de defesa dos direitos da criança e do adolescente de Campinas, CEDECAMP; Kátia Cristina Campolina, do Conselho Tutelar de Campinas e a assistente social da pediatria do HC, Sandra Biella. Para finalizar o dia, o terapeuta familiar e teólogo, Antônio Braga, fez a palestra “As 7 vidas que não temos”. O evento contou com o apoio do Grupo Gestor de Benefícios Sociais - GGBS da Unicamp. Segundo seu coordenador, Edson Lins, parcerias como esta são de extrema importância para a qualificação profissional.
Créditos:Caius Lucilius com Gláucia SantiagoAssessoria de Imprensa do HC UNICAMP

Cirurgia bariátrica_reducao de estomago_ pode afetar a saúde bucal, aponta pesquisa

Pesquisa realizada com 57 pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica (redução do estômago), no Ambulatório de Obesidade Mórbida do Hospital das Clínicas da Unicamp, apontou índice de comprometimento da saúde bucal acima da média regional e da nacional nessa população. A constatação foi feita pela cirurgiã-dentista Beatriz Balduino Ferraz da Silva em sua dissertação de mestrado apresentada na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP). A pesquisa foi orientada pela professora Dagmar de Paula Queluz.
Segundo a pesquisadora, a necessidade de um acompanhamento especializado antes e após a cirurgia se faz necessário por vários motivos. Primeiro, porque o paciente que se submete ao procedimento necessita mastigar muito bem os alimentos devido à capacidade gástrica reduzida. O que Beatriz observou, no entanto, é que na amostra da pesquisa 87,7% dos pacientes apresentaram necessidade de prótese dentária. “Constatei a ausência de dentes ou próteses em condições inadequadas, o que pode levar a dificuldades na mastigação”.
Outro fator refere-se às condições pós-operatórias. Na maioria das vezes, a pessoa sofre com vômitos freqüentes por um período. “Para eliminar o gosto ruim da boca, o paciente acaba escovando os dentes na seqüência, quando na verdade o recomendado é utilizar soluções alcalinas para neutralizar a acidez salivar antes da escovação. A acidez amolece a superfície dos dentes, causando a erosão dental”, explica.
Além de fazer a avaliação clínica e identificar os principais problemas dentários desses pacientes, a cirurgiã dentista também aplicou questionário avaliando a autopercepção que possuem da saúde bucal. Há relatos, destaca Beatriz, que a pessoa não procurava o dentista por conta do excesso de peso. “Eles diziam que tinham medo de sentar na cadeira e quebrá-la ou ainda passar por outros tipos de constrangimento pelo excesso de peso. Eles procuram o tratamento apenas em situações emergenciais, entre as quais quebra de dente ou dor”, esclarece.
A partir destes resultados, Beatriz destaca a importância de se incluir um cirurgião-dentista na equipe multidisciplinar que realiza a cirurgia de redução de estômago. Para ela, tanto no pré quanto no pós-cirúrgico as orientações especializadas associadas à reabilitação protética poderiam auxiliar muito na redução dos índices de comprometimento e minimizar os riscos pós-operatórios a que esses pacientes estão sujeitos. Ela justifica argumentando sobre o aumento significativo deste tipo de intervenção no Brasil. Só o Hospital da Unicamp realiza quatro cirurgias por semana. Créditos:RAQUEL DO CARMO SANTOS

Pesquisadores do HC avaliam colesterol e triglicérides de 2 mil crianças e jovens:Índices obtidos em estudo desenvolvido ao longo de oito anos...


Pesquisadores do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp analisaram durante oito anos os resultados de colesterol e de triglicérides no sangue de aproximadamente 2 mil crianças e adolescentes entre 2 e 19 anos atendidos no Ambulatório de Dislipidemias e em ambulatórios especializados do HC, principalmente na área de Pediatria. Este estudo retrospectivo de análise clínico-laboratorial foi conduzido pela professora Eliana Cotta de Faria, do Departamento de Patologia Clínica da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, com a colaboração do patologista clínico Fábio Bernardi Dalpino e da pediatra Raquel Takata.
O estudo encontrou altos índices de colesterol e triglicérides nas crianças e adolescentes. Os dados surpreenderam até mesmo os pesquisadores. Inéditos nessa faixa etária da população brasileira, eles compõem o trabalho “Lípides e lipoproteínas séricos em crianças e adolescentes ambulatoriais de um hospital universitário público”, publicado recentemente na Revista Paulista de Pediatria.
De acordo com a literatura mundial e brasileira especializadas, o colesterol em crianças e adolescentes deve ser inferior à 170mg/dL e os triglicérides menores que 100 mg/dL. Para as análises estatísticas do perfil lipídico dessa faixa etária, os pesquisadores da Unicamp adotaram valores de corte internacionais, nacionais e os recomendados pelo médico e pesquisador norte-americano Kwiterovich, estudioso das dislipidemias na infância. Os resultados encontrados pelos pesquisadores do
Ambulatório de Dislipidemias do HC nas medidas analisadas de lipoproteínas do LDL-colesterol (considerado “ruim”) do HDL-colesterol (tido como “bom”) e dos triglicérides foram muito alterados, tanto em meninas quanto em meninos.
Das crianças entre 2 e 9 anos, 44% apresentaram valores alterados para o colesterol total, 36% para o LDL-colesterol e 56% para os triglicérides. Entre os adolescentes de 10 e 19 anos, 44% apresentaram alterações para o colesterol total, 36% para o LDL-colesterol e 50% para os triglicérides. A pesquisa também indicou que houve uma redução de HDL-colesterol em 44% das crianças e em 49% dos adolescentes.
Outros dados analisados neste estudo indicaram que aproximadamente 34% das crianças e adolescentes tinham hipercolesterolemia combinada com hipertrigliceridemia; 15% das crianças e 20% dos adolescentes tinham hipercolesterolemia combinada com hipoalfalipoproteinemia (diminuição do HDL-colesterol); e, na média, 30% tinham hipertrigliceridemia combinada com hipoalfalipoproteinemia.
Segundo a pesquisadora, no Brasil, até o momento, não há estudos com uma grande amostra de crianças e adolescentes ambulatoriais. Houve interesse em explorar os indivíduos atendidos no Hospital de Clínicas da Unicamp por ele abranger uma região com cerca de cinco milhões de pessoas. “Os dados encontrados, portanto, refletem a situação da população desta região do país”, explicou a médica e pesquisadora Eliana Cotta de Faria.
“Os resultados obtidos direcionam a ação para uma abordagem também preventiva. Na medida em que retratamos a realidade das crianças e adolescentes atendidos do HC, nós devemos programar medidas de intervenção nessas faixas etárias para o diagnóstico precoce e correto das suas causas e seu respectivo tratamento. Assim, podemos retardar a progressão da aterosclerose e de suas complicações, principalmente cardiovasculares, além de evitarmos, também, a pancreatite aguda, causada pelo aumento de triglicérides”, explicou Eliana.
De acordo com a docente, algumas dislipidemias têm causas genéticas. Entretanto, a maioria delas são causadas por concentrações alteradas de lipídios e lipoproteínas, partículas que carregam as gorduras circulantes no sangue. As dislipidemias se caracterizam pelo aumento do colesterol e dos triglicérides em algumas dessas lipoproteínas. As lipoproteínas mais conhecidas são a VLDL, LDL e HDL. A VLDL é uma lipoproteína responsável por transportar os triglicérides. A LDL é a principal lipoproteína responsável por transportador o colesterol para os tecidos. Ela é importante para o organismo por ser precursora de hormônios, vitaminas e sais biliares. O colesterol da LDL, na forma natural de sua molécula, não é prejudicial à saúde. Porém, se ele for oxidado pelo organismo ou agentes externos, como as frituras, pode se depositar na parede das artérias, favorecendo o aparecimento de doenças cardiovasculares. Essa oxidação, ou mudança química da molécula, pode ser induzida também pelo tabagismo, estresse, infecções e pelo consumo de alimentos.
A HDL é a lipoproteína “lixeira”, que retira todo o excesso de colesterol das membranas das células, levando-o ao fígado para excreção. O colesterol é excretado pela bile. Quando a LDL está em excesso, oxida-se e é captada de maneira não controlada por outros receptores não regulados pelo colesterol, acumulando-se progressivamente nas células. O desequilíbrio nesse mecanismo é um dos principais fatores de risco para a aterosclerose.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define aterosclerose como o espessamento das artérias pelo acúmulo de gorduras, carboidratos complexos, componentes do sangue, células e material intercelular. De acordo com a pesquisadora, a aterosclerose começa na vida intra-uterina e se manifesta, clinicamente, por meio de angina, infarto agudo do miocárdio, derrames cerebrais e aneurismas na vida adulta, por volta dos 45 anos nos homens e 55 anos nas mulheres.
“Os fatores de risco para a aterosclerose são inúmeros. As dislipidemias são fatores de importância primordial e, quanto mais cedo se corrigir esta alteração, menor é a progressão da doença”, explicou Eliana. Nas crianças, existem várias causas de dislipidemias. Do ponto de vista das doenças causadoras, as doenças renais, as doenças de fígado, as endócrinas como a obesidade, o diabete mellitus e o hipotireoidismo, além de várias de origem genética, são as principais.
Do ponto de vista do estilo de vida contemporâneo, o estresse emocional, o sedentarismo e a alimentação inadequada são fatores que contribuem para o aumento da prevalência da obesidade e sobrepeso, que ocasionam doenças relacionadas às dislipidemias. Na opinião de Eliana, o medo da violência, o excesso de jogos de computador, as dietas de fast-food e as dietas ricas em gordura saturada, açúcar e frituras são altamente perniciosas para os lípides sanguíneos e parecerem contribuir com essa realidade. “Se a família tem um padrão pouco saudável de alimentação, as crianças irão seguir este modelo”, explica Eliana.
No caso dos adolescentes, o tabagismo, o uso de anticoncepcionais e a gravidez são outros fatores que, associados aos anteriores, contribuem para o desenvolvimento de dislipidemias.
Um caso raro no mundo
A equipe multidisciplinar que compõe o Ambulatório de Dislipidemia do HC atende casos graves da doença. Um dos casos atendidos e acompanhados até hoje é o de um menino com 12 anos. Ele nasceu com uma deficiência enzimática da lipoproteína lipase (LPL) que é uma enzima chave no catabolismo das lipoproteínas. Ela atua, principalmente, no tecido adiposo e muscular. A incidência da doença é estimada em um para cada milhão de recém-nascidos. O caso da criança é raro no mundo. Ele é o 16º paciente pesquisado.
Aos 6 meses de idade, o garoto apresentava triglicerídeos no sangue iguais a 726mg/dL. O fígado e o baço eram volumosos. O diagnóstico médico inicial foi de virose. Até que, numa crise de dor abdominal, o menino foi encaminhado para o HC da Unicamp. O diagnóstico e tratamento dietético foram feitos no Ambulatório de Dislipidemias. Ele foi acompanhado, também, na Gastropediatria e na Cardiologia.
“Hoje, a doença é controlada, desde que ele siga as recomendações dietéticas. Caso contrário, ele pode vir a apresentar pancreatite aguda ou epididimite, tais como complicações do aumento de triglicérides”, disse Roseli, a mãe do paciente.
Apesar de várias pesquisas mundiais, principalmente no Canadá, não há medicamento para esta dislipidemia. O único tratamento é dietético. Para ajudar na dieta de filho, de um ano e meio para cá, Roseli começou a cursar uma faculdade de Nutrição. Ela mudou o cardápio retirando a gordura, os carboidratos simples e o açúcar. No lugar, introduziu arroz integral e alimentos ricos em fibras. “O carboidrato também faz subir os triglicérides”, disse Roseli, com voz de especialista.
Para quem chegou até 6.000mg/dL de triglicerídeos no sangue, o menino tem uma vida normal. Ele é escoteiro, medalha de bronze no Campeonato Paulista de judô, excelente aluno e sabe o que pode e o que não pode comer. “Quando ele ultrapassa a cota de gordura e carboidratos ingeridos no dia, é crise na certa”, comentou a mãe.
Numa dessas crises, a equipe do Ambulatório de Dislipidemias do HC da Unicamp fez com o paciente um teste terapêutico em regime de internação hospitalar de curta duração para controle absoluto da sua dieta. Os pesquisadores ofereceram clara de ovo como fonte de proteínas da dieta. Os triglicérides de V. reduziram-se para 300mg/dL.
“As pancreatites e as epididimites de repetição do garoto são de origem genética. Ele tem que fazer um rigoroso controle alimentar continuado até o surgimento de um tratamento que supra essa grave deficiência enzimática”, comentou Eliana, que acaba de diagnosticar dois novos casos menos graves de LPL no ambulatório.
O grupo de pesquisadores do Ambulatório de Dislipidemias do HC da Unicamp foi o primeiro a descrever, em crianças, o aparecimento da epididimite aguda na deficiência de LPL. Este trabalho foi, recentemente, submetido à publicação no Journal of Clinical Lipidology.
Serviço do HC prescrevedieta e elabora cardápios
As crianças e adolescentes atendidos no ambulatório de Dislipidemias do HC vêm, geralmente, encaminhados dos postos de saúde de Campinas, de centros de saúde de cidades vizinhas e do próprio HC, já com suspeita ou o diagnóstico de dislipidemias. Após a realização de uma série de exames, a equipe do ambulatório começa o tratamento. O serviço de nutrição do HC prescreve uma dieta individualizada e elabora cardápios para as crianças e adolescentes. Essa dieta é baseada em frutas, legumes, alimentos ricos em fibras, restrita em gordura de origem animal, colesterol e gordura saturada de carne vermelha e leite gordo. As crianças, em geral, usam leite de soja. As mães aprendem, por exemplo, a preparar bolos e biscoitos a base de soja. Em alguns casos de maior restrição, a suplementação vitamínica é oferecida.
É recomendado, no mínimo, 30 minutos de atividade física diária ou pelo menos três vezes por semana. Se o paciente for tabagista, é solicitada a interrupção do fumo. Não são preconizadas drogas redutoras dos lipídeos (hipolipemiantes) para as crianças, exceto em casos muito graves. Mesmo em adolescentes, somente são utilizadas medicações numa situação em que não há nenhuma resposta ao tratamento de mudanças de estilo de vida.
“Caminhando nessa linha de investigação, nós delineamos o perfil de risco para as crianças e adolescentes antes do tratamento. Quando incluímos o exercício físico e a dieta, nós estamos acrescentando fatores de risco negativo ao perfil de lípides destes pacientes. Essa é uma população que merece muito carinho e um muito cuidado para a prevenção da doença”, explicou Eliana.
Após oito anos atendendo crianças e adolescentes, os pesquisadores notaram que as famílias, ao receberem o diagnóstico da doença, têm reações diversas. Se a família é muito humilde, ela se conforma mais. Se a família tem expectativas maiores para a criança, o impacto é muito maior. Não são raras as famílias cujos membros entram em pânico.
“Por mais que se explique à família que são situações tratáveis, raramente letais, que com cuidados se controlam ou dependendo da causa se curam, o problema maior que encontramos é o da família não conseguir fazer o tratamento: umas por dificuldades socioeconômicas, outras por descaso ou problemas pessoais. Colocar uma criança e um adolescente em dieta não é fácil. Para dar certo, a família inteira tem que se comprometer”, explicou Eliana. Créditos:EDIMILSON MONTALTI

CONSELHO DA RMC APÓIA PROPOSTA DE HOSPITAL DE EMERGÊNCIA DO HC DA UNICAMP

O Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas (RMC) aprovou nesta terça-feira (21/10), durante a 84ª reunião ordinária realizada em Hortolândia, o apoio integral à construção de um Hospital de Emergência do HC da Unicamp. A votação da proposta se deu após a apresentação do projeto aos prefeitos e membros do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas, realizada pelo superintendente do HC, Luiz Carlos Zeferino com apoio do coordenador da Unidade de Urgência (UER) José Benedito Bortoto e da assessora Sueli Rangel.
O projeto da nova unidade do HC abriu a 84ª reunião ordinária, que ainda discutiu outros temas como a apresentação da EMTU sobre o plano operacional de circulação e tarifário do Corredor Metropolitano e a deliberação sobre a inclusão da Secretaria de Desenvolvimento do Governo do Estado de São Paulo no Conselho de Desenvolvimento da RMC. Presidida pelo prefeito de Itatiba, José Fumach, a deliberação sobre a proposta do HC da Unicamp agora seguirá para Brasília como uma das demandas apoiada por todos os 19 municípios da RMC.
Para o anfitrião da 84ª reunião ordinária da RMC, prefeito Angelo Perugini, a proposta vem de encontro a uma das principais demandas da região: leitos de alta complexidade. “Todos nós conhecemos a importância do HC da Unicamp para a RMC e o Estado, e a proposta terá nosso total apoio para emendas de bancada em Brasília, já que os recursos não são volumosos mas em contrapartida os benefícios são imensos”, destacou Perugini. Já o prefeito Rodrigo Santos, de Monte Mor, acredita na viabilização do projeto. “Rotineiramente vivemos a dificuldade de conseguir leitos para casos graves através da Central de Vagas da DRS 7. O projeto é bem vindo e vamos apoiá-lo”, enfatizou Santos.
De acordo com Luiz Carlos Zeferino, inicialmente foi decidido construir apenas uma nova unidade para o atendimento de emergência, sem estrutura de internação. “Rapidamente identificamos que os principais problemas não seriam resolvidos como o baixo número de leitos clínico-cirúrgicos e de terapia intensiva”, explicou. Com o planejamento redimensionado, diz Zeferino, optou-se por implantar um hospital que funcionará como uma Unidade de Emergência Referenciada, com altíssima resolubilidade, com cinco pavimentos, integrado funcionalmente ao Hospital de Clínicas, totalizando cerca 7.400m2.
A nova unidade já dispõem dos recursos aprovados no Ministério da Saúde para a fase 1 do projeto que somam R$ 6 milhões. A outra etapa está orçada em R$ 7milhões. Serão necessários ainda cerca de 10 milhões para aquisição de equipamentos e mobiliário. “Hoje é sabido que o número total de leitos de terapia intensiva é claramente insuficiente para atender a necessidade assistencial do HC. Como conseqüência há restrição no número de cirurgias de grande porte, por falta de leitos de Terapia Intensiva-UTI”, detalhou Zeferino aos membros do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas.
Ainda segundo Zeferino a nova unidade terá um forte impacto nas demandas de emergência para o SUS da região com destaque para a ampliação dos atendimentos de pacientes politraumatizados; pacientes com infarto do miocárdio; pacientes com acidente vascular cerebral (AVC); intoxicação exógenas de qualquer natureza; acidentes causados por animais peçonhentos e ampliação da humanização da assistência eliminando a manutenção de pacientes em macas.
O novo projeto completo contará com cerca de 140 vagas de observação clínica adulto e infantil, internação clínica e terapia intensiva. “A conclusão do projeto vai impactar no aumento de inúmeros procedimentos no HC como os transplantes, as cirurgias oncológicas, as cirurgias cardíacas e vasculares, as neurocirurgias, com destaque para tratamento de epilepsia, as cirurgias ortopédicas, as cirurgias bariátricas entre outras”, concluiu Zeferino em sua apresentação.
A RMC foi criada pela Lei Complementar Estadual nº 870, de 19 de Junho de 2000, sendo constituída pelo agrupamento dos seguintes 19 municípios: Americana, Arthur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Jaguariúna, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Santa Bárbara d’Oeste, Santo Antônio de Posse, Sumaré, Valinhos e Vinhedo. Possui uma área de 3.673 Km2 e uma população de 2.620.909 habitantes. Créditos: Caius LuciliusAssessoria de Imprensa do HC UNICAMP

Oftalmologia da Unicamp homenageia pioneiro do Projeto Catarata no Brasil

Em razão de sua aposentadoria e por sua dedicação de 31 anos ao Departamento de Oftalmo/Otorrino da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, o oftalmologista Newton Kara José foi homenageado nesta terça-feira, 15 de julho, em cerimônia pelo reconhecimento aos seus serviços prestados.
Newton Kara José está na Unicamp desde 1977 e foi o idealizador do Centro de Referência em Oftalmologia do HC, reabriu o programa de residentes na oftalmo, criou o Núcleo de Prevenção de Cegueira, além de ser um dos responsáveis pela criação do Projeto Catarata no Brasil. Dr. Newton dedicou-se ao longo destes anos a pesquisas cientificas na área de oftalmologia e também ao trabalho de extensão, prestando atendimento a toda comunidade.
O Projeto Catarata, por exemplo, reconhecido como uma das mais importantes estratégias para o atendimento de deficientes visuais em países do terceiro mundo e premiado internacionalmente, foi realizado regularmente em Campinas e em outras cidades do país por mais de 20 anos. Várias equipes foram formadas e levaram a cura para mais de 150 cidades brasileiras. Durante esse período, foram realizados mais de cinco milhões de consultas, resultando em cerca de 1 milhão de cirurgias.
A homenagem solene contou com a presença do coordenador geral da Unicamp, Prof. Dr. Fernando Ferreira Costa; do diretor da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) Prof. Dr. José Antonio Rocha Gontijo; do superintendente do HC Prof.Dr. Luiz Carlos Zeferino; da chefe do Depto de Oftalmo/Otorrino da FCM Prof.Drª Keila de Carvalho; do pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da Unicamp Prof. Dr. Mohamed Habib, do coordenador de saúde do distrito norte de Campinas Dr. Edison da Silveira; do secretário geral do Conselho Brasileiro de Oftalmologia Prof.Dr. Nilo Holzchuh; do chefe da Disciplina de Oftalmologia da FCM Prof. Dr. Valdir Balarin; do chefe da Disciplina de Otorrinolaringologia da FCM Prof. Dr. Agrício Nubiato Crespo e do conselheiro do CRM do Estado de São Paulo Prof.Dr. Adamo Lui Neto. Prestigiaram também a solenidade residentes e funcionários da oftalmologia do HC, familiares e amigos de Newton.
Em sua fala, o superintendente do HC ressaltou o valor das pessoas que trabalham no hospital e referiu-se ao homenageado como um grande profissional, que deixa um importante legado que qualifica a instituição. Zeferino concluiu seu discurso utilizando-se de uma frase dita por Newton Kara José: “Não temos grandes prédios, temos grandes pessoas”. O diretor da FCM observou o papel de Newton enquanto docente, bem como seu trabalho junto à Faculdade de Ciências Médicas. “O Dr. Newton criou uma disciplina que saiu do nada e que hoje tem repercussão nacional e internacional. Ele foi empreendedor e conseguiu criar vínculos entre universidade e comunidade”, disse Gontijo. O coordenador geral da Unicamp também falou da extensão à comunidade nas atividades conduzidas por Kara José "Newton fez uma relevante ação em termos de extensão à comunidade, tarefa feita de forma pioneira e exemplar. Seu legado permanecerá para sempre na Unicamp", observou Fernando Costa.
Todos os demais componentes da mesa falaram do pioneirismo, da dedicação à profissão e do legado deixado por Newton Kara José para a oftalmologia. Além deles, Flávio Nero Miushi, residente da oftalmo, também prestou homenagem ao professor em nome de todos os residentes da área e disse que “O professor Newton é exemplo para médicos de todas as especialidades”. A oftalmologista Denise Fornazari ressaltou também a importância do “mestre” Kara José, “Este é um homem que dedicou sua vida à assistência. Suas idéias são referência nas ações de saúde ocular. É o nosso mestre e a sua marca está em tudo o que de bom aconteceu nestes 50 anos de Oftalmologia", pontuou Denise.
Em seu discurso, o homenageado agradeceu a todos e disse que continuará colaborando com a Universidade. Newton disse ainda que manterá seu hábito de estimular todos com quem trabalha em busca de bons resultados. Além disso, falou da importância do trabalho dos residentes. Segundo ele, hoje são 400 residentes de oftalmologia espalhados pelo país saídos da Unicamp, sendo que 95% deles têm sucesso profissional. Para Kara José estes bons profissionais além de elevar a especialidade de oftalmologia são exemplos e mostram que a marca Unicamp é muito forte em todo país.
Créditos:Caius Lucilius com Gláucia Santiago e Isabel GardenalAssessoria de Imprensa do HC UNICAMP

Rituais ajudam o sono do bebê_Dicas para o bebê dormir melhor


Até os mais desastrados pais de primeira viagem sabem que um bebê que dorme bem é mais feliz e calmo do que um que dorme mal. O difícil é saber quem está certo o livro que a amiga indicou, os conselhos da avó ou a matéria da revista quanto à melhor maneira de promover o bom sono. Uma pesquisa quantitativa do perfil do sono do bebê, realizada com 35 mil pais de crianças de até três anos de idade em todo o mundo, chegou a resultados esclarecedores sobre o nosso país. Constatou-se que: - 35% dos pais brasileiros acham que seu filho tem algum problema relacionado ao sono; - 21h41 é o horário médio em que as crianças do Brasil vão dormir; - 18% consideram que seu filho não dorme bem à noite; - em média, as crianças brasileiras tiram sonecas que totalizam 2 horas entre o momento em que acordam, até a hora de ir dormir à noite; - o ritual do sono do bebê brasileiro, ou seja, do momento em que o pai ou a mãe começam a colocar seus bebês para dormir até que ele adormeça dura, em média, 50 minutos; - 21% dos bebês brasileiros dormem com os pais na mesma cama; - 52% dos bebês dormem em seu berço; - cerca de 12% dos bebês brasileiros adormece assistindo à TV, ou assiste antes de dormir. O estudo realizado pela Johnson & Johnson contou com a participação de Jodi Mindell, especialista em problemas do sono pediátrico, diretora associada do Centro do Sono, no Hospital das Crianças da Filadélfia, e professora de psicologia na Universidade Saint Joseph. Ela também esteve presente no estudo qualitativo da empresa feito nos EUA com 58 bebês com menos de dois anos de idade e suas mães. Em uma primeira fase do experimento, as mães foram orientadas para continuarem com a rotina normal, depois, deveriam seguir um ritual específico. O ritual consistia em três passos antes de levar a criança à cama: um banho morno (36,5°), uma massagem relaxante por todo o corpo e, já na cama, alguma atividade tranqüila para ninar o bebê. E os resultados: houve 38% menos episódios de despertar; reduziu-se 49% do tempo que o bebê fica acordado durante a noite; os bebês adormeceram 37% mais rapidamente; além de vários conseqüentes benefícios para os pais. A conclusão a que chegou a pesquisa é que o sucesso do sono da criança depende de três fatores: horários bem determinados, uma rotina da hora de dormir e independência para pegar no sono. Mindell explica que o que os pais precisam saber é que todo bebê acorda de duas a seis vezes por noite, todas as noites. É comum. O bebê que tem problemas de sono é aquele que não consegue dormir sozinho, que precisa da ajuda dos pais. Essa criança costuma inventar diversas exigências antes de pegar no sono e precisa de nova ajuda dos pais toda vez que acorda durante a noite. Segundo a pesquisadora, o horário apropriado para colocar o bebê na cama é entre 19h30 e 20h30. Mas, pelo que percebeu e o estudo confirmou, no Brasil, onde a novela das oito começa às 21h, a coisa não deve funcionar bem assim. E, embora suas pesquisas tenham apontado que a criança que dorme mais cedo acorda menos durante a noite, o importante é que se mantenha uma rotina de horários. A eficácia da rotina do sono surpreendeu os pesquisadores. Até então, todos os estudos sobre o assunto incluíam esse procedimento, mas não se pensava que somente ele poderia resolver os problemas do sono. Créditos: http://www.abril.com.br/noticia/comportamento

Dormir mal pode causar estragos ao organismo

Você precisa de um despertador barulhento para acordar? E quando ele toca? Programa mais uns minutinhos de sono? Acha difícil sair da cama pela manhã? Se você respondeu sim para a maioria dessas perguntas fique atento. Isso é sinal de que não está dormindo tanto ou tão bem quanto deveria. E dormir mal pode causar mais estragos ao organismo do que você imagina. Sonolento, você rende pouco no trabalho e seus reflexos diminuem. Sem contar que a capacidade imunológica cai, a pressão arterial sobe... Enfim, o corpo fica todo desregulado. Por isso, é fundamental seguir certos rituais que garantem uma boa noite de sono. Procure ter horários fixos para deitar e acordar. Manter um cronograma ajuda o organismo a se regular e a aproveitar melhor o descanso. Cortar café, alguns chás, chocolate e refrigerantes também pode significar o fim de casos simples de insônia. No quarto, elimine barulhos, verifique se não há luz entrando pela janela e nada de televisão. Por fim, vá deitar somente quando sentir sono. Ficar rolando na cama não ajuda e pode trazer ansiedade. Créditos: http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude

Primeiros socorros garantem poucas seqüelas


Um rápido auxílio a acidentes ou situações de risco pode garantir poucas seqüelas às vítimas. Mas os primeiros socorros não devem ser aplicados só em situações graves.Pequenos acidentes, como picadas de abelha, também exigem medidas para diminuir os riscos de uma complicação.Por isso a revista ANA MARIA reuniu dicas de como lidar com vários tipos de acidentes. Veja alguns.Ataque epiléticoTente deitar a pessoa de lado para evitar sufocamento. Afrouxe fivelas, botões e tudo o mais que possa apertar. Também é importante retirar os objetos que estiverem próximos à pessoa, para que ela não se machuque ao se debater.Nada de enfiar a mão na boca da pessoa para tentar segurar a língua dela. Como a vítima perde o controle, você pode levar uma mordida e perder seu dedo. Não jogue água nem dê tapas na cara da vítima. Se a crise durar mais de cinco minutos, chame o resgate.Picada de abelhaRetire o ferrão com cuidado. Se não conseguir tirá-lo com facilidade, não mexa nem fique cutucando. Faça uma compressa gelada para diminuir a dor. O incômodo dura cerca de 30 minutos. Se houver reação alérgica, a vítima deve ser levada ao hospital. Picada na boca é caso de emergência, porque o inchaço pode obstruir a garganta.Cortes com sangramentoSe o ferimento for nas pernas ou nos braços, deite a vítima e mantenha o membro machucado acima ou na linha do coração. Comprima o sangramento com uma gaze ou um pano limpo. Se o sangramento não estancar com a compressão, o melhor é procurar um pronto-socorro.A revista explica ainda como tratar mordida de cachorro e queda de crianças.

PerioNews2007 reuniu grandes estudiosos

Programação do primeiro evento da revista PerioNews trouxe o melhor do conhecimento clínico e científico em Periodontia e Cariologia.Mais de 300 participantes, de todas as regiões do Brasil, prestigiaram o evento.
Evolução científica, introdução de novas tecnologias e pesquisa clínica. Estes foram os principais assuntos tratados durante o 1º PerioNews – Encontro Internacional de Atualização Clínica em Periodontia e Cariologia, que aconteceu nos dias 22 e 23 de junho, em São Paulo. O evento, que teve como tema principal a Periodontia Contemporânea, reuniu o pensamento de quem desenvolve pesquisa clínica na área, em todo o Brasil, levando importantes contribuições aos cirurgiões-dentistas.Antonio Wilson Sallum, diretor científico da PerioNews e presidente do PerioNews 2007, abriu o encontro destacando a evolução rápida da ciência e a necessidade de passar, ao clínico, os novos conhecimentos em Periodontia e Cariologia. Nesse primeiro encontro, a programação científica contemplou as principais tendências na especialidade. Dentro das atividades programadas, foi realizado o Curso Máster Periodontia, ministrado por Dimitris N. Tatakis, professor e diretor do Programa de Pós-Doutorado em Periodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade de Ohio (EUA). A proposta foi oferecer uma nova visão sobre a Periodontia clínica, com destaque para a recessão gengival.“Apesar de não conhecer profundamente a prática clínica da Odontologia brasileira, é perceptível o significativo impacto da produção científica nacional, o que é comprovado pela presença constante de trabalhos brasileiros nas melhores revistas internacionais”, afirma Tatakis. Para ele, eventos como o PerioNews 2007 são de fundamental importância para o processo de educação continuada dos profissionais da Odontologia. “A atividade desses profissionais tem como característica básica o trabalho isolado, em consultório, com poucas oportunidades de troca de informações. Assim, os encontros científicos são absolutamente necessários para que haja troca de informações e experiências”, garante.BrasileirosAlém da presença internacional de Dimitris N. Tatakis, o 1o PerioNews trouxe um grupo de mestres e especialistas brasileiros de primeira linha, como Benedito Egbert Corrêa Toledo, Sonia Groisman, José Roberto Cortelli, Rui Vicente Opperman, Eduardo Saba-Chujfi, Roberto Fraga Moreira Lotufo, Euloir Passanezi, Cassiano Kuchenbecker Rösing, Carlos Alberto Dotto, Wilson Roberto Sendyk, Magda Feres Figueiredo, Elcio Marcantonio Jr. e Enilson Antonio Sallum.Entre os palestrantes nacionais, Arthur Belém Novaes Jr., professor titular de Periodontia – Forp/USP, falou sobre A terapia fotodinâmica no tratamento periodontal não cirúrgico. “Esta é uma novidade científica, um tema recente que mostra a nova terapia que irá simplificar a que temos à base de raspagem radicular. A terapia fotodinâmica é uma forma menos invasiva e mais rápida. É uma área bem nova e o Brasil está na ponteira, já se destacando nas pesquisas”, informa.Para falar sobre Correção cirúrgica estética das assimetrias gengivais foi convidado Cesário Antonio Duarte, professor associado da Fousp. Em sua apresentação, Césario enfocou a valorização da estética, que a cada dia é mais e mais exigida. “Nesse sentido, procurei mostrar que um sorriso depende de vários fatores, como por exemplo o próprio formato do lábio, que talvez seja a principal dificuldade para a correção”, comenta.Já Ricardo Guimarães Fischer, professor titular de Periodontia – Uerj, que falou sobre Periodontia médica: perspectivas atuais, destacou que a periodontite pode ser fator de risco para algumas outras doenças cardíacas, prematuridade, baixo peso e diabetes. “Abordei alguns estudos e linhas de evidências para essa associação, no entanto ainda faltam trabalhos de intervenção. Quando se trata a doença periodontal, diminuímos o número de eventos e é exatamente isso que está faltando, para nós periodontistas, ou seja, avaliar estudos que mostram efeitos no tratamento para termos evidência maior de que a periodontite pode estar influenciando nessas doenças”, afirma.O uso do laser para diagnóstico precoce foi o tema da palestra ministrada por Iriana Zanin, professora adjunta e vice-coordenadora Pro Tempore do curso de Odontologia da UFC – Campus Sobral. Segundo ela, a utilização da fluorescência a laser é uma tecnologia relativamente recente, mas que vem sendo gradativamente introduzida tanto nos trabalhos clínicos quanto naqueles de epidemiologia da Odontologia Social. “Trata-se de um equipamento relativamente barato e com mobilidade para levar um sítio a outro, principalmente em locais onde não tenha acesso ao exame radiográfico”, ressalta.
PúblicoO 1º PerioNews contou com a participação de mais de 300 profissionais das diversas especialidades odontológicas: CTBMF, Clínica Geral, Dentística, Endodontia, Estética, Implantodontia, Odontologia Social, Odontopediatria, Ortodoxia, Periodontia, Prótese e Reabilitação Oral, além de alunos de pós-graduação provenientes de todas as regiões do Brasil.Para Rita Maria Baldrigue, de São Paulo (SP), especialista em Periodontia há mais de 20 anos, participar do evento trouxe a oportunidade de atualizar os conhecimentos por meio das palestras de grandes mestres e profissionais. “Foi a programação científica abrangente o que mais me motivou a estar no PerioNews. O conteúdo científico tratou de todas as fases da Periodontia, tanto cirurgia quanto a parte de antibióticos e medicina periodontal”, destaca. Da mesma forma, Nonato Soares de Castro, de Fortaleza (CE), periodontista há 36 anos, que atua ainda nas áreas de Implantodontia e Ortodontia, ressalta o nível dos ministradores como o principal chamariz do evento. “O nível científico foi excelente”. Já José Flávio Motta, de Belo Horizonte (MG), especialista em Periodontia há sete anos, comentou a atualização de conhecimentos: “foi uma grande oportunidade para reciclar e se inteirar das novas tendências”, diz.Residente em Santiago (RS), cidade com 50 mil habitantes, Marta Marchiori, especialista em Periodontia há sete anos, falou sobre a qualificação dos ministradores. “É sempre uma motivação porque trabalhamos no interior e precisamos conhecer técnicas e novas tendências”, afirma.
ExpositoresCom o co-patrocínio da Colgate e da Oral-B, o 1o PerioNews contou ainda com a Exposição Paralela, onde os participantes tiveram a chance de adquirir produtos e serviços promocionais, gerando bons negócios. Quinze empresas marcaram presença nesse primeiro encontro. São elas: Arti-Dente, Colgate, Dental Aragão, Dental Solução, Dentoflex, Editora Santos, ICE, Implantar 2007, Injecta, Oral B, Pharmakin, Quinelato, Revista PerioNews, Thimon e Trinity. “Para a Oral-B, patrocinar um evento tão especial quanto o lançamento de uma revista especializada em Periodontia é fundamental; afinal, trabalhamos com prevenção e a Periodontia é a grande escudeira da prevenção da Odontologia. Somos parceiros há muito tempo do grupo de Periodontia brasileiro e hoje vemos na PerioNews um canal de informação ao qual apostamos muito nesse início de comunicação. Para nós, é importante estarmos juntos do grupo de Periodontia, porque a prevenção é tudo para nós”, afirma Carlos Kemel, gerente de Relações Profissionais da Oral-B.Para Flávio Namur, gerente de Relações Acadêmicas da Colgate-Palmolive, “é muito importante estar na nata da Periodontia e sabemos que esse Congresso, pela grade científica, traz, com certeza, os maiores periodontistas como palestrantes. É fundamental esse contato com os profissionais, pois sabemos que a maioria é especialista, geralmente professores, mestres e doutores e nós realmente não poderíamos ficar de fora de um evento como esse. Por isso co-patrocinamos, com muito orgulho esse encontro, e estaremos apoiando os próximos que a revista PerioNews vier a fazer”, conclui. Fonte:http://www.perionews.com.br/perionews_2007.html

Pharmakin :Flúor Kin Biflúor – A concentração ideal de flúor no combate à cárie

A cárie é uma doença multifatorial de origem bacteriana, caracterizada pela desmineralização na região do esmalte do dente. As bactérias da placa dental convertem os açúcares dos alimentos em ácidos, que atacam o esmalte.
As concentrações de flúor dos dentifrícios foram modificadas de 1.250 ppm de flúor íon (baixa concentração) para até 2.500 ppm de flúor íon (alta concentração). Vários estudos mostram que os dentifrícios contendo baixos níveis de flúor permitiram uma redução das cáries de 15-25%; já nos dentrifícios com alta concentração, a taxa de redução é de cerca de 40% - 48%.
A cárie é conseqüência da atividade glucolítica das bactérias bucais, sendo que esta atividade traduz-se na formação de ácidos que levam a diminuição do pH. A presença de fl úor na saliva retarda a diminuição do pH, levando a uma menor produção de ácidos.
Os resultados dos estudos clínicos mostram que a atividade de dentifrícios com alto teor de flúor é quase o dobro da atividade daqueles que contêm baixos níveis. Portanto, a elevada concentração de 2.500 ppm de fluoreto de sódio do Flúor Kin Bifl úor 250 garante uma ação eficaz, favorecendo a perfeita fixação do flúor no esmalte dentário. Com isto, aumenta a resistência ao ataque de ácidos prevenindo à cárie.
Características do flúor Kin Biflúor 250 pasta dentifríciaÉ uma pasta dentifrícia com elevada concentração de flúor, fornecendo uma ação mais eficaz e controlada dos ácidos no esmalte dental, favorecendo: maior fixação do fl úor no esmalte; maior resistência ao ataque de ácidos; e maior prevenção da cárie dental.
Benefícios do flúor Kin Biflúor 250• Maior resistência ao ataque dos ácidos: o flúor protege o esmalte devido a conversão dos cristais de Hidroxiapatitas em Fluorhidroxiapatitas.• Efeito remineralizante: com a incorporação de Flúor e Cálcio na cárie incipiente.• Efeito antibacteriano: os íons de fl úor atuam sobre a flora bacteriana da placa dental, reduzindo a acidogênese e evitando a queda de ph.• Reduz a aderência microbiana na superfície dental.
É indicada para pacientes que possuem elevado risco de cárie e aqueles que apresentam cáries dentárias incipientes e, ainda, na prevenção da cárie dentária, da erosão ácida e para dentes sensíveis.

Resumos - Trabalhos Científicos Periodontia e Cariologia

PERIODONTIA
- A cirurgia plástica periodontal em um contexto multidisciplinar
- Placa bacteriana entendida como um biofilme no processo saúde-doença periodontal
- Correção do sorriso gengival através de cirurgia periodontal
- Efeito de agentes para desmineralização sobre a rugosidade da superfície radicular

CARIOLOGIA
- Detecção de cáries oclusais in vitro
- Fluoretos tópicos: como e quando utilizá-los
- Detecção de cáries oclusais in vitro

Diabetes e a relação com as doenças periodontais

Na clínica diária, cirurgiões-dentistasdevem estar atentos e orientar pacientesportadores de diabetes sobre a importância da saúde bucal para o controle metabólico.
No Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes, 6 milhões de pessoas têm algum tipo de diabetes. No entanto, apenas metade delas sabe que tem a doença. Este é um dado preocupante, tendo em vista que a diabetes pode desencadear outras moléstias no indivíduo, entre elas a doença periodontal. Dessa forma, é cada vez mais evidente que a saúde bucal é parte integrante da saúde geral e vice-versa.
Conforme Sérgio Luís Scombatti de Souza, professor livre-docente em Periodontia da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto-USP, existe uma relação direta entre a presença da diabetes e um maior risco à doença periodontal. “Essa relação depende, entre outros fatores, do grau de controle do paciente diabético. Quanto menor ele for maior será o risco do desenvolvimento da doença periodontal”, informa.
Scombatti ressalta que da mesma forma, e mais recentemente, também se tem levantado a hipótese da via inversa, ou seja, a presença de doença periodontal levaria a um agravamento do quadro de diabetes. “Alguns estudos têm demonstrado a plausabilidade biológica desse tipo de associação, seja pelo quadro mais grave de diabetes apresentado por pacientes com doença periodontal, seja pela melhora nos índices de monitoramento da diabetes após tratamento periodontal”, acrescenta.
De acordo com Giuseppe Alexandre Romito, professor doutor da Disciplina de Periodontia do Departamento de Estomatologia da Fousp e presidente da Sociedade Brasileira de Periodontologia – Sobrape, a doença periodontal é causada por microorganismos endógenos e exógenos que levam a um processo inflamatório local. “Como a diabetes é uma doença que afeta a resposta do organismo, nos pacientes que também possuem doença periodontal, ela passa a ter uma progressão mais rápida do que naqueles pacientes não diabéticos. Por outro lado, existem trabalhos que mostram que a doença periodontal pode afetar o controle da diabetes, ou seja, a relação entre diabetes e doençaperiodontal seria bidirecional”, afirma.
Essa relação se torna ainda mais visível na própria definição da doença. Segundo a American Diabetes Association, “a diabetes é um grupo de doenças heterogêneas que afetam o metabolismo dos carboidratos,lípides e proteínas (ADA, 2008). A hiperglicemia é a principal característica e é resultante de defeitos na secreção da insulina, na ação desta ou ambos. A hiperglicemia crônica da diabetes é tóxica ao organismo e está associada a dano, disfunção e falha em vários órgãos, especialmente os olhos, rins, nervos, coração e vasos sangüíneos”. Estas alterações comprometem o indivíduo como um todo, explica Silvana Regina Perez Orrico, professora adjunta da Disciplina de Periodontia do Departamento de Diagnóstico e Cirurgia da Faculdade deOdontologia de Araraquara-Unesp, e coordenadora da Clínica para Pacientes Portadores de Diabetes.
As complicações sistêmicas incluem não só as microvasculares (retinopatia com potencial perda de visão, nefropatia, neuropatia), e as macrovasculares (doença vascular arteriosclerótica, doença vascular periférica e doença cérebro-vascular). “A hipertensão arterial, anormalidades do metabolismo das lipoproteínas e a doença periodontal estão freqüentemente presentes”, esclarece Fernando de Oliveira Costa, especialista e mestre em Periodontia e professor adjunto em Periodontia da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal de Minas Gerais – FO-UFMG.
CARACTERÍSTICAS DA DOENÇA A diabetes é classifi cada basicamente de quatro formas: diabetes tipo 1, tipo 2, gestacional e outros tipos de diabetes.
A tipo 1 é uma doença caracterizada pela destruição das células produtoras de insulina. Existe uma reação auto-imune, em que o organismo não reconhece as células produtoras de insulina como próprias. Em função disso, as pessoas portadoras da diabetes tipo1 necessitam de doses diárias de insulina para poder manter o metabolismo do açúcar normal. Os principais sintomas apresentados são: vontade de urinar com freqüência, sede constante, perda de peso, fadiga, nervosismo, entre outros.
A diabetes tipo 2 é uma doença em que as células musculares e adiposas não conseguem absorver a insulina que é fabricada pelo pâncreas, a histopatologiaé complexa, mas resulta em uma incapacidade das células em metabolizar a glicose presente na correntesangüínea, o que denomina-se de resistência insulínica. Existe uma relação com a obesidade e o sedentarismo. Estima-se que de 55% a 89% dos portadores da diabetes do tipo 2 sejam obesos. A incidência é maior após os 40 anos. Os principais sintomas apresentados são: alteração no processo de cicatrização, infecções freqüentes, alteração na visão, formigamento nos pés.
A gestacional é aquela diabetes detectada durante a primeira gravidez. A paciente pode ter diabetes e não saber ou então desenvolvê-la durante a gestação.
E há ainda outras, como a diabetes secundária ao aumento de função das glândulas endócrinas, diabetes secundária a doença pancreática, resistência congênita ou a adquirida à insulina, diabetes associada à poliendocrinopatias auto-imunes, diabetes associada à desnutrição e fibrocalculoso e diabetes tipo Lada (Latente Autoimmune Diabetes in Adults).
No entanto, as duas formas mais comuns são a diabetes tipo 1, anteriormente chamada de diabetes insulinodependente, e a diabetes tipo 2, previamente conhecida como diabetes não insulinodependente. Sintomas como polidipsia, poliúria, polifagia e perda de peso são mais freqüentes no diabetes tipo 1, mas podem ocorrer em graus variados no tipo 2. Perda de peso, náuseas e vômitos são mais freqüentes, especialmente no tipo 1.
“O aumento dos níveis de glicose no sangue leva ao aumento da glicose destinada aos rins. A incapacidade de reabsorção desse excesso de glicose pelos rins resulta em glicosúria, que desencadeia diurese osmótica e elevação na eliminação de urina (poliúria), a ser compensada pelo aumento da ingestão de líquidos (polidipsia). A perda contínua de glicose também resulta na perda de peso, que contribui para o aumento no consumo de alimentos (polifagia)”, relata Costa.
Os diabéticos também podem sofrer de fraqueza, indisposição, irritabilidade ou outras alterações da visão e xerostomia.
EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS A relação entre a diabetes e as doenças periodontais está baseada na fundamentação científica. “A maior prevalência, extensão e severidade da doença periodontal em indivíduos portadores de diabetes foi comprovada em diversos estudos e pode ter relação com o controle metabólico”, confi rma Silvana. “Assim, indivíduos metabolicamente descompensados podem cientificamente apontado que a doença periodontal está ligada ao controle metabólico de modo bidirecional, ou seja, infl uenciando e sofrendo infl uência da diabetes. Infecções periodontais podem, como qualquer outro tipo de infecção, difi cultar o controle da glicemia do paciente diabético, devido ao fato de que uma infecção aguda pode predispor à resistência à insulina, desencadeando um estado de hiperglicemia crônica.
“Diversas evidências científi cas têm apontado que a presença do biofi lme bacteriano no diabético provoca uma infl amação gengival mais acentuada do que o faria em um paciente não diabético e que indivíduos com controle glicêmico defi ciente podem apresentar doenças mais graves nos tecidos periodontais e perdas mais rápidas do que as pessoas com bom controle metabólico. Além disso, embora nem toda infl amação gengival evolua para doença periodontal destrutiva, o desequilíbrio no metabolismo glicêmico cria um ambiente favorável para a atuação do biofi lme já existente, o que predispõe os indivíduos diabéticos jovens à situação de maior risco de desenvolver a doença periodontal na idade adulta”, argumenta Costa.
Para Scombatti, a relação tem uma base bioquímica também. “A hiperglicemia decorrente da diabetes pode levar a um crescente acúmulo de produtos finais da degradação da glicose (AGEs) no plasma e tecidos. A ligação destes produtos a receptores de células como os macrófagos, inicia um ciclo de supra-regulação de citocinas pró-infl amatórias, como a interleucina-1β (IL- 1β) e Fator de Necrose Tumoral-α (TNF-α), o que leva a uma exacerbação da doença periodontal. A síntese e secreção dessas mesmas citocinas, que também estão presentes na infecção periodontal, pode amplifi cara resposta dos produtos fi nais de glicosilação (AGEs). Assim, a relação entre diabetes mellitus e infecção periodontal torna-se bidirecional”, revela.
Nishimura et al levantaram a hipótese de que o TNF-α circulante em um processo inflamatório gengival exacerbado pode estar associado diretamente ao mecanismo de resistência à insulina ao infl uenciar órgãos como fígado, músculos e tecido adiposo e, indiretamente, aumentando a liberação de moléculas, como ácidos graxos livres, os quais também produzem resistência à insulina.
“Além disso, o TNF-α tem sido identifi cado como um potente bloqueador do receptor de insulina. Esta citocina induz à fosforilação dos receptores de insulina, prejudicando, conseqüentemente, a fosforilação destes pela insulina, o que é fundamental para ação do hormônio”, complementa Scombatti.
ESTATÍSTICAS DAS OCORRÊNCIAS No Brasil existem vários estudos que comprovam a prevalência da doença periodontal em indivíduos diabéticos. Conforme Romito, um estudo interessante foi o que mostrou o impacto da doença periodontal na qualidade de vida em pacientes portadores de diabetes.“Os dados evidenciam que, quando foram avaliados incômodo na mastigação, inibição, desconforto psicológico, os autores concluíram que 75% dos diabéticos portadores de doença periodontal moderada a avançada tiveram impacto negativo na qualidade de vida, quando comparados a pacientes periodontalmente saudáveis”, declara.
Segundo Silvana, os dados de prevalência de doenças periodontais e outras alterações na cavidade bucal, geradas pela presença da diabetes, são muito variáveis entre os estudos em função das particularidades das populações estudadas e critérios de seleção dessas populações, principalmente relacionados ao tipo da doençae grau de controle metabólico. “Por outro lado, os riscos de complicações que podem ser relacionadas à presença da doença periodontal nesses pacientes são descritos em alguns estudos”, argumenta.
De acordo com alguns autores, a presença da periodontite aumenta o risco de piora do controle glicêmico (Collin et al 1998; Taylor et al 1996), de complicação cardiovascular, cerebrovascular ou vascular periférica (Thorstensson et al 1996) e morte por doença cardíaca isquêmica (2,3x) e nefropatia diabética (8,5x) (Saremi et al 2005).
Assim, a relação entre diabetes e doença periodontal tem sido muito estudada, avaliando e comparando o grau do envolvimento periodontal em diabéticos e controles. “As formas de doença periodontal em diabéticos também têm sido estudadas e comparadas, dividindo os indivíduos em grupos, considerando-se a duração da doença, o nível de glicose sangüínea, o tipo de controle da doença e a presença ou a ausência de complicações sistêmicas. “Entretanto, os estudos apresentam heterogeneidade metodológica, diferenças nas populações estudadas, diferenças na classifi cação da diabetes e da doença periodontal, alteração nos métodos para diagnóstico da diabetes e avaliação do controle da glicemia, diferenças nos parâmetros periodontais ou em outras variáveis medidas. Deste modo, há uma difi culdade de comparação dos resultados entre os estudos”, diz Costa.
A maioria desses estudos tem relatado maior prevalência de periodontites e maior gravidade das mesmas em pacientes portadores de diabetes com mau controle metabólico e que indivíduos com bom controle podem apresentar situação periodontal semelhantes a indivíduos não diabéticos. “Estudos epidemiológicos têm demonstrado uma freqüência de periodontite moderada a grave em até 70% de indivíduos diabéticos descontrolados e que estes indivíduos podem apresentar um risco de 2,5 a quatro vezes maior do que indivíduos não diabéticos de apresentar doença periodontal”, reforça Costa.
Conforme Scombatti, a relação entre a doença periodontal e níveis glicêmicos elevados foi verificada por Katz et al após exame de 10.590 indivíduos, verificando uma forte associação entre a presença da doençaperiodontal e a hiperglicemia. “Num estudo longitudinal, diabéticos tipo 2, com periodontite severa, apresentaram um controle glicêmico signifi cativamente pior do que diabéticos com mínima destruição periodontal. Além disso, a presença de doença periodontal severa já foi relacionada com o aumento do risco de desenvolvimento de complicações da diabetes, como lesões micro e macrovasculares, proteinúria, além de um maior risco de aumento da prevalência de complicações cardiovascularese cardiorrenais do que diabéticos sem doença periodontal”, especifica.
ORIENTAÇÃO AO PACIENTE Para prover uma melhor qualidade de vida, aliadaà saúde bucal, diante de um paciente diabético, o cirurgião-dentista deve procurar conscientizá-lo da relação bidirecional entre doença periodontal e diabetes. Dessa forma, deve-se motivá-lo a ter um bom controle metabólico, uma boa higiene bucal e um monitoramento profissional periódico para evitar ou estabilizar a doença periodontal. “Cabe estritamente ao cirurgião-dentista ou ao periodontista diagnosticar, prevenir e tratar precocemente qualquer alteração periodontal para que haja uma melhor qualidade de vida para o paciente diabético.
Assim, a cooperação do paciente é fundamental no controle da doença (tanto a diabetes quanto a periodontite) e intimamente ligada ao sucesso do periodontista e do médico endocrinologista”, garante Costa.
Porém, antes de mais nada, Romito lembra que o cirurgião-dentista que atende o paciente diabético deve saber não só diagnosticar a doença periodontal de maneira correta, como também saber avaliar a severidade de cada caso. “O paciente diabético controlado precisa ser alertado quanto ao fator de risco que a diabetes representa à condição periodontal. O paciente diabético não controlado deve ser avisado de que o resultado do tratamento não-cirúrgico é prejudicado e que este, caso seja necessário, não poderá ser realizado”, reitera.
Nesta situação, é necessário e fundamental encaminhar o paciente para o médico responsável, a fim de que o controle da diabetes possa ser realizado e supervisionado.“Além disso, como já mencionado anteriormente, a presença da doença periodontal pode dificultar o controle metabólico. Num trabalho de revisão, os autores (Mealey e Rose, 2008) concluem que o reconhecimento da relação bilateral entre as condições orais e condições sistêmicas desafiam os médicos e cirurgiões-dentistas a trabalharem juntos no tratamento de pacientes portadores da diabetes e da doença periodontal”, justifica Romito.
Para Silvana muitos indivíduos portadores de diabetes, quando descompensados metabolicamente, apresentam grande desconforto na cavidade bucal descrito como sensação de boca seca (xerostomia) e ardência bucal-língua, sem sequer suspeitar que tais sintomas estejam associados à descompensação. “Por outro lado, um dos mais importantes papéis do cirurgião-dentista talvez seja o de alertar o paciente sobre como a doença periodontal e qualquer outra infecção pode vir a alterar o controle metabólico da diabetes. Assim, no consultório, o uso de materiais, em linguagem leiga, que expliquem a progressão da doença periodontal, como a diabetes pode atuar e como a doença periodontal pode interferir no controle metabólico, é de grande valia. Mas não somente a consulta odontológica pode ser utilizada, sendo que o cirurgião-dentista pode ser inserido nas campanhas nacionais multiprofi ssionais de detecção e orientação quanto ao diabetes e suas complicações”, sugere.
Para que se tenha idéia da falta de atuação do cirurgião-dentista como agente de informação quantoà importância da saúde bucal para o controle metabólico, Silvana diz que na Clínica para Pacientes Portadores de Diabetes da Faculdade de Odontologia de Araraquara (Unesp), cerca de 59% dos indivíduos atendidos relataram não ter recebido tal orientação. “Ainda mais grave do que isso, talvez seja o fato de que para a maioria dos que receberam a informação, esta foi dada por leigos e não pelos profissionais de saúde.”, alerta.
ACOMPANHAMENTO PERIÓDICO Uma vez que a doença periodontal foi controlada, o paciente diabético deve ser acompanhado com uma freqüência maior do que aqueles pacientes não diabéticos.“Hoje em dia, o paciente diabético pode fazer um acompanhamento caseiro com o auxílio de medidores dos níveis de glicose. Entretanto, a doença periodontal ainda não possui este artifício, e somente o cirurgião-dentista treinado pode realizar o diagnóstico e acompanhamento”, frisa Romito.
Segundo ele, nas consultas de controle, o cirurgião-dentista deve reforçar os aspectos preventivos (higiene bucal – escovas, fi o-dental, dentifrícios, enxaguatórios etc.) e verificar os parâmetros clínicos periodontais (profundidade clínica de sondagem, nível clínico de inserção, sangramento à sondagem, mobilidade dentária, índice de placa bacteriana), “pois a partir destesé possível constatar a progressão ou não da doença periodontal”, insiste.
Um dado importante para o acompanhamento e avaliação do paciente é a verificação do seu nível de controle glicêmico. Para tanto, o monitoramento da diabetes é realizado por meio de exames laboratoriais, como glicose plasmática em jejum e hemoglobina glicada (HbA1c), sendo que esta última representa uma média do estado de controle glicêmico do paciente nosúltimos dois e três meses.
“Desta forma, o nível de HbA1c é um importante parâmetro utilizado ao se avaliar a infl uência da terapia periodontal na diabetes, cujo nível de controle desejadoé de HbA1c < 7%, de acordo com a recomendação da American Diabetes Association. Assim, pacientes não controlados devem ser submetidos a um controle periodontal mais próximo, devido ao maior risco à doença. Pacientes com a diabetes controlada respondem de maneira normal ao tratamento, devendo ser realizado um acompanhamento semelhante ao não-diabético”, declara Scombatti.
As consultas e reavaliações periódicas devem ser determinadas pelo clínico ou periodontista. “Indicadores clínicos de alterações periodontais como sangramentoà sondagem, profundidade de sondagem e medidas do nível de inserção devem ser monitoradas em períodos determinados pela gravidade da condição periodontal e pelo grau de controle metabólico do paciente”, relaciona Scombatti.
Silvana ressalta que, embora a associação americana estabeleça como bom controle metabólico um percentual de HbA1c < 7%, alguns grupos de pacientes como os idosos e os adolescentes podem ter um limite superior um pouco mais alto. “A necessidade de antibioticoterapia para o tratamento periodontal em indivíduos descompensados deve ser discutido com o endocrinologista, uma vez que outros fatores devem ser levados em consideração, além do percentual de hemoglobina glicada, como a idade, presença de complicações e a constância dos episódios de hiperglicemia”, aconselha.
Quando necessária a antibioticoterapia, deve ser levado em consideração a presença ou não de comprometimento renal, pela necessidade de ajuste de dosagem para algumas classes de antibiótico, e o fato de que alguns antibióticos podem interferir com a glicemia por alterar os níveis e a ação da insulina. “Indivíduos bem compensados (HbA1c < 7%), sem complicações, podem ser tratados e respondem de maneira similar a um indivíduo sistemicamente saudável”, reitera Silvana.
RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES Para efetivo acompanhamento do estado do paciente, alguns exames laboratoriais deveriam ser solicitados também, como glicemia de jejum, hemoglobina glicada, perfil lipídico (triglicérides, colesterol total e frações), creatinina sérica e hemograma total.
Quanto ao exame da cavidade bucal, este deve ser completo e não somente relacionado ao periodonto. A avaliação deve envolver a busca de lesões de mucosa, o fluxo salivar, o grau de comprometimento periodontal, a presença de lesões endodônticas e quaisquer fatores que dificultem o controle da placa bacteriana, que impeçam ou dificultem a alimentação adequada ou que alterem o controle metabólico.
Para Romito, o intervalo de retorno deverá ser estabelecido pelo cirurgião-dentista e dependerá da severidade da doença periodontal diagnosticada, da capacidade de controle caseiro do biofilme bacteriano pelo paciente, do perfil psicológico e do controle metabólico do paciente. “Normalmente, o intervalo entre as consultas varia entre dois e quatro meses”, informa.
No caso de pacientes em constante estado de descompensação metabólica, segundo Silvana, os intervalos entre as visitas devem ser mais curtos e eles precisam ser orientados a buscar tratamento frente ao menor desconforto ou aparecimento de lesões.
É importante ressaltar, mais uma vez, que a higiene bucal deve ser efetiva e, na presença de xerostomia, o tratamento deve ser instituído e mantido até a melhora do controle glicêmico. “Essas medidas podem minimizar não somente o desconforto gerado pela redução do fluxo salivar, mas também o risco à cárie dentária, que é maior nesses indivíduos”, recomenda Silvana.
Para Scombatti, em se tratando de pacientes portadores de diabetes com pobre controle glicêmico, a literatura aponta a associação de antibioticoterapia (doxaciclina 100 mg/dia por dez dias) ao tratamento periodontal não-cirúrgico, de maneira a otimizar a resposta da terapia e contribuir para a redução dos níveis de HbA1c.
“Um estudo recente realizado em nosso departamento, por O`Connell et al (2008), avaliou os efeitos do tratamento periodontal não-cirúrgico nos níveis séricos de HbA1c, na glicemia em jejum e nos níveis de mais de 20 citocinas pré-inflamatórios três meses pós-terapia. Observou- se uma melhora significativa nos parâmetros clínicos de inflamação-destruição periodontal, nos níveis de controle glicêmico e uma redução dos níveis séricos de vários marcadores inflamatórios após a realização do tratamento periodontal não-cirúrgico”, assegura Scombatti.
Outras orientações estão relacionadas ao atendimento e incluem a necessidade do paciente alimentarse corretamente antes das sessões, realizar a avaliação e evitar intervalos muito grandes entre as refeições. “O cirurgião-dentista deve conhecer todas as medicações que o paciente faz uso, principalmente as relacionadas ao controle da glicemia para estabelecer o melhor horário de atendimento. Ainda, antes do procedimento, deve aferir a pressão arterial, realizar a avaliação da glicemia capilar, verificar se as medicações foram tomadas e se o paciente está alimentado”, ressalta Silvana.
Fonte:http://www.perionews.com.br
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