Antiinflamatório proibido em São Paulo segue liberado no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não tem planos de impor uma proibição nacional, no curto prazo, para o antiinflamatório Prexige, cuja venda e distribuição foi proibida em todo o Estado de São Paulo, por 90 dias, pelo Centro de Vigilância Sanitária (CVS) da secretaria estadual de Saúde. O medicamento fabricado pela Novartis causou, segundo o CVS, 609 notificações de reações adversas, sendo 147 delas consideradas graves (como enfarte, arritmia, hepatite, hemorragias, pancreatite, edema de glote, insuficiência renal, broncoespasmos e choque anafilático). Do total, 608 notificações foram feitas pelo próprio laboratório.A Anvisa relatou que monitora permanentemente as possíveis ocorrências graves provocadas pelo Prexige desde o cancelamento do medicamento pelo Therapeutic Goods Administration (TGA) da Austrália, em 2007, mas disse que ainda não tomou nenhuma decisão quanto à interrupção nacional da venda do antiinflamatório.Foi informado também que pareceres da Câmara Técnica de Medicamentos (Cateme) e da área de farmacovigilância da Agência, favoráveis à proibição, serão analisados na próxima reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa, prevista para amanhã.NovartisA empresa farmacêutica reafirmou em comunicado sua confiança na segurança do Prexige, quando usado conforme as indicações da bula. A fabricante do Prexige também acredita que o número de notificações - 506 pacientes reportados à Vigilância Sanitária pela empresa segundo própria Novartis - está de acordo com a vasta prescrição do antiinflamatório; cerca 9,5 milhões de tratamentos.
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