angina do peito

Pesquisadores americanos encontraram uma forte associação entre ansiedade e a severidade das crises de angina do peito. A ansiedade, pelo menos em grau moderado, aumenta a frequência das crises de angina do peito em 4 a 7 vezes.
A angina do peito é uma dor ou desconforto transitório localizado na região anterior do tórax, percebido como uma sensação de pressão, aperto ou queimação.A angina de peito ocorre quando o músculo cardíaco (miocárdio) não recebe uma quantidade suficiente de sangue e oxigênio. Este processo é chamado de isquemia miocárdica. A doença arterial coronariana (presença de placas de gordura que obstruem as artérias do coração) é a principal causa da angina do peito.
Um estudo avaliou pacientes com suspeita de doença arterial coronariana, que realizaram uma cintilografia de perfusão miocárdica em dois centros médicos na cidade de Washington (Estados Unidos), entre abril 2004 e abril de 2006. Os pequisadores encontram 191 doentes com a presença de isquemia miocárdica detectável através da cintilografia. A média de idade desses indivíduos foi de 63 anos.
Antes de realizar a cintilografia miocárdica, os pacientes responderam a um questionário específico sobre angina do peito (Seattle Angina Questionnaire). Os investigadores centraram-se na parte deste questionário que quantificava a frequência das crises de angina do peito.A frequência dos episódios de angina do peito foi categorizada como sendo nenhum, mensais, semanais ou diários. Dos 191 pacientes com isquemia induzível durante a cintilografia miocárdica, 68 (36%) não relataram angina do peito durante as últimas quatro semanas, 66 (35%) relataram sintomas mensais, e 57 (30%) tinham angina semanal ou diária.
Os pesquisadores observaram que havia um grau maior de ansiedade entre os pacientes com angina mais freqüente. Por exemplo, 22% dos pacientes com angina não tinham ansiedade clinicamente significativa, definida como uma pontuação de 16 ou mais em um escala específica (Beck Anxiety Inventory), em comparação com 38% dos pacientes com angina mensal e 64% naqueles com angina semanal ou diária. Outros fatores psicossociais também foram mais freqüentes entre os pacientes com angina. Por exemplo, 38% dos pacientes com angina semanal ou diária tinham um alto nível de alexitimia (comprometimento na capacidade de expressar sentimentos interiores) em comparação com 17% dos pacientes com angina mensal e 14% naqueles sem angina.
Fonte: Circulation (2009).
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